Eu formalizei minha Política de Investimento Pessoal! E você?

Fala IFólogo(a)!

Finalmente tomei vergonha na cara e formalizei a minha Política de Investimento Pessoal (PIP).

Eu já tinha essa PIP na minha cabeça e foi com ela que eu atravessei o “vale da sombra da morte” de março de 2020 e saí ainda mais fortalecido do outro lado.

Mas há tempos tenho pensado em formalizar ela aqui no Blog, inspirado no artigo “Você já escreveu sua Política de Investimento Pessoal?” do AA40.

É muito importante que você formalize sua estratégia, seu racional e seus objetivos em momentos tranquilos, como agora, para saber exatamente como proceder nos momentos de pânico geral.

Toda a tomada de decisão que puder ser automatizada, deve ser automatizada para tirar todo o emocional de jogo!

A CARTEIRA

Nome da Carteira:  Projeto FIRE IFP

Metas:

Primeira meta – atingir o primeiro milhão em, no máximo, março de 2023;

Segunda meta – atingir a Independência Financeira no Brasil em, no máximo, março de 2027;

Terceira meta – atingir a Independência Financeira nos Estados Unidos em, no máximo, março de 2032 (caso a gente decida ficar por aqui);

A referência de patrimônio necessário para a Independência Financeira será a métrica da “regra dos 4%” (ou seja, 300 vezes o custo de vida mensal da família IFP).

Horizonte de tempo: 6 anos, 10 anos e 15 anos, respectivamente. Ponto de referência inicial é março de 2017 (quando começamos a investir).

Renda passiva no final do prazo: equivalente ao custo de vida que teríamos, mantendo o mesmo padrão de vida, no Brasil em 2027 e nos EUA em 2032. A título de referência, vivíamos super bem com aproximadamente 5 a 6 salários mínimos no Brasil entre 2017 e 2019 (e ainda conseguíamos poupar/investir). Mas essa referência de custo de vida será revisitada nos próximos anos.

Meta de Rendimento Anual: apenas replicar os movimentos do mercado.

Alocação por classe de ativo:
Alocação almejada em 10/06/2021, a título exemplificativo, conforme critérios elencados na tabela acima

PLANO E ESTRATÉGIAS

Serão feitos dois tipos de aportes recorrentes (automáticos e manuais).

Os aportes automáticos serão descontados direto na folha de pagamento (pré-imposto de renda) a cada duas semanas (401K e 403B). A alocação desses aportes será 100% em fundos de índice que replicam o S&P 500.

Os aportes manuais serão feitos nas demais classes de ativos com o intuito de corrigir o percentual almejado.

Não vou mais comprar FIIs enquanto estiver na fase de acumulação de patrimônio (manterei os que já possuo).

A estratégia em relação às ações no Brasil será “comprar e esquecer”.

Ou seja, a análise de empresas no Brasil será feita apenas para justificar a compra ou aumento da posição. Uma vez que a empresa entrar no portfólio, não será mais analisada (até que sua alocação percentual “peça novos aportes”).

Empresas de setores cíclicos serão evitadas.

Dividendos serão reinvestidos nas empresas cuja alocação percentual esteja “pedido novos aportes”.

O foco maior será em otimizar receitas e despesas, e sempre aumentar a taxa de poupança média anual.

REBALANCEAMENTO

A busca pelos percentuais almejados será feita mensalmente, preferencialmente apenas com os novos aportes.

O rebalanceamento entre classes de ativos diferentes será feito com a venda de ativos apenas quando a distorção estiver muito acentuada, e não puder ser corrigida nos próximos 3 meses de aportes.

O rebalanceamento entre as ações no Brasil será feito apenas com novos aportes e dividendos.

PLANO DE RETIRADAS

Inexistente.

Será revisitado e definido quando estiver mais próximo de 2027.

Ainda tenho muito tempo para estudar a melhor estratégia de desacumulação/desfrute de patrimônio para o nosso caso específico. Rsrs…

Eu utilizei o modelo disponível no artigo “Você já escreveu sua Política de Investimento Pessoal?” do AA40. Confira o post para elaborar da sua PIP também!

Mas atenção!!

Esse é um post mais pra mim do que para vocês. Apenas queria formalizar aqui no blog a minha PIP para ter uma estratégia que vai me dizer o que fazer quando eu “não souber o que fazer”.

Essa é apenas a estratégia de investimento que atualmente faz sentido para o meu perfil de investidor, meus critérios e meus objetivos pessoais. Não existe apenas uma forma correta de investir!

Nunca baseie suas decisões financeiras apenas em algum anônimo aspirante a FIRE na internet! Estude, reflita e formalize sua PIP de acordo com os seus próprios critérios, objetivos e perfil de investidor, ok!?

E aí, já formalizou sua PIP?

Um abraço IFólogo(a)!


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Isenção de responsabilidade

O “IFologia Pop” disponibiliza gratuitamente informações que o autor acredita serem corretas. Entretanto, em nenhum momento o autor oferece conselho individualizado e as informações disponibilizadas aqui podem não ser adequadas ao seu perfil de investidor. O autor não é um profissional licenciado na área financeira, apenas um estudioso e entusiasta de assuntos relacionados à independência financeira (conheça mais sobre o autor aqui). Caso o leitor necessite assistência especializada sobre qualquer questão legal e/ou financeira, recomenda-se a consulta de um profissional. Esse blog não tem o intuito de servir como base para qualquer decisão financeira e nenhuma garantia é feita sobre a veracidade das informações aqui contidas. Resultado passado não é garantia de resultado futuro. Portanto, o autor especificamente se isenta de responsabilidade por qualquer consequência direta ou indireta do uso e aplicação de qualquer informação aqui contida.

8 comentários em “Eu formalizei minha Política de Investimento Pessoal! E você?”

  1. É importante colocar no papel e ver se está no caminho. Só achei estranho a forma de investir em ações no Brasil, você vai perder dinheiro, não pq aqui não valoriza, mas pelo jeito que irá fazer. Melhor ficar só na gringa então. Se pensa algum dia em voltar ou caso queira só dar uns trocados a parentes, o FII seria uma boa manter.

    1. Opa John!

      Você fala por causa da proposta de comprar e esquecer? Minhas maiores valorizações são ações brasileiras (principalmente as boas empresas “compradas e esquecidas”)… O retorno histórico real (ajustado pela inflação) do Ibov também é levemente maior do que o retorno histórico real do S&P 500, por exemplo. Mas talvez essa estratégia tenha algum ponto cego que eu não percebi, tem como elaborar a sua colocação? Como assim vou perder dinheiro? Ou você está apenas dizendo que se eu tivesse uma gestão mais ativa para definir momento de venda eu teria um retorno maior?

      Só ressaltando que eu sempre vou reinvestir os dividendos/proventos mensalmente e vou acompanhar mais de perto apenas as que estão “pedindo mais aporte”… (não sei se ficou claro isso)

      Como ações de maneira geral têm um potencial de retorno maior no longo prazo do que FIIs, como eu ainda não preciso de renda passiva mensal, e como ações ainda me trazem a opcionalidade/flexibilidade de venda sem incorrer em imposto sobre o ganho de capital (isenção de R$20.000), evitar FIIs por enquanto faz mais sentido pra mim. Mas vou manter os FIIs que já tenho e também não pretendo vender nenhuma ação (apenas valorizo a opção de vender sem precisar queimar patrimônio com imposto).

      Obrigado pelas colocações.
      Um abraço!

  2. Engano seu, Ifólogo. Esse post foi ideal para mim. Não porque eu vá copiar sua política, mas porque estou justamente nessa fase de montar a minha PIP e senti muita dificuldade. Minha cabeça não funciona bem com inúmeras opções. E você fez a sua PIP de forma simples e com grande possibilidade de manobra, gostei bastante. Continuo na minha saga, mas com o norte um pouco mais claro. Obrigada por compartilhar! Estou torcendo para a família IFP atingir seus objetivos!! Um abraço.

    1. Oi Éllen!
      Realmente, são tantas variáveis que a gente fica meio perdido mesmo… Eu demorei “só” 4 anos pra formalizar a minha PIP rsrs…
      Boa sorte na construção e lapidação da sua PIP!
      Um abraço!

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